Enquanto alguns pulam Carnaval como se fosse uma maratona emocional, outros só querem silêncio. Um sofá confortável que abraça o corpo, um livro aberto sem pressa, uma noite sem barulho nem compromissos. E sabe de uma coisa importante, que às vezes a gente esquece? Está tudo bem com isso. Não existe jeito certo de viver feriado.
Durante muito tempo, parecia obrigatório gostar de festa. Como se a alegria tivesse um formato único: barulho, multidão, agenda cheia. Mas a vida adulta — e um pouco mais de consciência — ensina que cada pessoa recarrega energia de um jeito. Respeitar isso não é isolamento, é maturidade emocional.
2026 chega com um clima mais gentil para quem prefere ficar em casa. Dormir cedo, acordar sem despertador, rever um filme antigo que já mora no coração ou simplesmente não fazer absolutamente nada. O descanso deixou de ser ausência de planos e virou, finalmente, um plano em si.
“Nem todo mundo quer festa. Às vezes, o melhor plano é ficar em casa — e tudo bem.”
O luxo mudou de lugar. Ele não mora mais na quantidade de eventos, mas na liberdade de escolher. Escolher ficar ou sair. Dançar até cansar ou descansar antes de cansar. Estar presente consigo mesmo, sem culpa e sem explicação.
O podcast “Autoconsciente” fala bastante sobre limites — inclusive os sociais. Sobre como dizer “não” também é um ato de cuidado. Nem todo convite precisa ser aceito, nem toda ausência precisa ser justificada.
Se quiser uma referência de filme que traduz bem esse clima, pense em “Antes do Amanhecer”. Pouco barulho, poucos personagens, muita presença. Às vezes, o silêncio diz mais do que qualquer música alta.



Nem todo mundo recarrega energia em multidão. Para algumas pessoas, o excesso cansa. O silêncio organiza. A rotina acalma. A pausa cura. E reconhecer isso é um gesto de autoconhecimento.
Nesses momentos, a casa deixa de ser apenas cenário e vira abrigo emocional. Um espaço onde não é preciso performar alegria nem acompanhar o ritmo de ninguém além do próprio.
Uma cama confortável, tecidos macios, luz suave. Pequenos detalhes que dizem ao corpo: aqui você pode descansar. Aqui você pode ser.
“Descansar também é um plano. Ficar em casa também é escolha.”
Não querer festa não é ser antissocial. É ser honesto consigo mesmo. É entender que presença não se mede em fotos postadas, mas em como a gente se sente por dentro.
O descanso também é uma forma de celebração. Celebrar o próprio ritmo, os próprios limites e a escolha consciente de cuidar de si.
Porque, no fim das contas, estar bem vale muito mais do que estar em todos os lugares.
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