O Carnaval passa como um furacão bonito. Tem música ecoando na cabeça por dias, glitter que insiste em ficar e aquele cansaço gostoso — mas real — no corpo.
Depois do bloco, depois da rua cheia, depois do último refrão cantado em coro, existe um momento silencioso que quase ninguém fala sobre: o instante em que o corpo pede pausa. E ele pede com urgência.
Existe um ritual quase sagrado quando a gente chega em casa depois da folia. Tirar o tênis, tomar um banho demorado, sentir a água levar embora o calor, o suor e o excesso. O conforto começa aí. E ele não é detalhe — é parte essencial da experiência.
Por muito tempo, descansar foi visto como preguiça, como se fosse preciso “aguentar” tudo até o limite. Em 2026, esse discurso já não cola mais. O descanso virou uma forma consciente de cuidado. Dormir bem depois da festa é tão importante quanto viver a festa por inteiro.
“Depois do glitter, vem o descanso.”
É no quarto que o Carnaval termina de verdade. Lençóis limpos, tecidos macios, luz baixa, silêncio. O corpo entende antes da mente: agora é hora de parar. Agora é hora de se recompor.
O podcast “Bom Dia, Obvious” fala bastante sobre respeitar ciclos — expansão e recolhimento. O Carnaval é exatamente isso: intensidade e pausa. Não existe um sem o outro.
Se quiser uma referência visual, vale assistir “Comer, Rezar, Amar” com esse olhar mais atento. Nem toda jornada é feita de movimento. O descanso também transforma.


Se quiser uma referência visual, vale assistir “Comer, Rezar, Amar” com esse olhar mais atento. Nem toda jornada é feita de movimento. O descanso também transforma.
O conforto do pós-folia não é luxo exagerado, nem frescura. Ele é necessidade básica. Dormir bem reorganiza pensamentos, emoções e até o humor dos dias seguintes.
Uma trilha perfeita pra esse momento é “Oração ao Tempo”, na voz de Caetano Veloso. Porque tudo tem sua hora — inclusive a de deitar, apagar a luz e deixar o corpo existir em silêncio.
“O verdadeiro bloco agora é o do travesseiro.”