Aprender a gostar da própria companhia

solitude

Existe uma fase da vida em que fazer qualquer coisa sozinho parece estranho. Ir ao cinema sozinho? Jamais. Almoçar sozinho? Triste. Viajar sozinho? Mas quem vai tirar a foto? Aos poucos, porém, a gente descobre uma coisa curiosa: a própria companhia pode ser muito boa. 

E não estamos falando de se afastar do mundo ou virar uma pessoa que responde “prefiro ficar em casa” para absolutamente todos os convites. É sobre descobrir que estar sozinho não significa necessariamente estar solitário. 

No blog de hoje, vamos falar sobre a importância de aprender a gostar de fazer coisas sozinho — e como esses momentos podem ajudar a gente a conhecer melhor nossos próprios gostos, ritmos e vontades. 

“A solidão te acontece. A solitude você escolhe. E existe muito poder em aprender a se sentir bem na própria companhia.”

Existe uma liberdade enorme em não precisar negociar cada pequena escolha. Quer assistir a três episódios seguidos daquela série? Pode. Quer jantar cereal às dez da noite? Ninguém precisa entender. Quer passar o domingo inteiro de pijama? A reunião está oficialmente cancelada. 😌 

Quando estamos sozinhos, também descobrimos quais coisas realmente gostamos. Não porque alguém sugeriu, porque está na moda ou porque todo mundo vai. Mas porque aquilo faz sentido para nós. 

Uma ida ao cinema pode ser um programa maravilhoso. Assim como tomar um café sozinho, caminhar sem destino, visitar uma livraria ou simplesmente ficar em casa ouvindo música enquanto arruma alguma coisa. 

Para entrar nesse clima, vale assistir a “Frances Ha”, de Noah Baumbach. O filme acompanha uma personagem tentando entender a própria vida, seus relacionamentos e seu lugar no mundo — com uma leveza que torna tudo muito mais humano. 

Outra indicação é o livro “A Coragem de Não Agradar”, de Ichiro Kishimi e Fumitake Koga. Independentemente de você concordar com tudo que ele propõe, é uma leitura interessante para pensar sobre o quanto das nossas escolhas realmente são nossas. 

E existe algo especialmente bonito em aprender a transformar a própria casa em companhia. Preparar uma refeição só para você, tomar um banho demorado, colocar uma roupa de cama limpa e terminar a noite lendo algumas páginas antes de dormir. 

A Camesa acredita que conforto também é isso: criar espaços onde você possa estar bem mesmo quando não há ninguém por perto. Porque uma casa não precisa estar cheia para ser cheia de vida. 

“A gente só aprecia a companhia dos outros quando aprendemos a ficar bem sozinhos.”

 

Aprender a gostar da própria companhia também muda os relacionamentos. Quando estar sozinho deixa de ser assustador, estar com alguém passa a ser escolha — e não necessidade. 

Talvez a vida adulta seja, em parte, aprender a fazer reservas para uma pessoa só sem sentir que precisa inventar uma desculpa. E descobrir que aquela mesa para um também pode ter uma história muito boa para contar. 

No fim, gostar da própria companhia não significa gostar de estar sozinho o tempo inteiro. Significa saber que, quando estiver, você ainda pode ter um dia incrível. 

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